Telemedicina: 5 dicas para melhorar as consultas médicas online com crianças
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    consultas médicas online



    Foto de Brian Wangenheim no Unsplash

    A pandemia por conta do coronavírus fortaleceu a importância das consultas médicas online na vida dos pacientes. Afinal, se antes da quarentena os pais já ficavam confusos em determinadas situações, em dúvida se valia a pena encarar uma clínica ou pronto socorro com o filho doente, agora eles estão pensando ainda mais antes de sair de casa.

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    Nesses casos, as consultas online por video chamadas podem trazer mais praticidade e agilidade para os atendimentos pediátricos. Mas, para a experiência da telemedicina seja mais eficiente, completa e humanizada, é preciso ficar atento a alguns procedimentos.

    Para a médica Mônica Rodrigues, diretora de pediatria da Docpass, serviço de consultas online da Conexa Saúde, maior plataforma independente de telemedicina da América Latina, a ideia da telemedicina não é substituir a consulta presencial. Em algumas situações, o exame físico é imprescindível. Mas a consulta online é um complemento que ajuda na humanização, com mais tempo de escuta, além de ser prática. “Acredito que facilitou muito a vida das pessoas”, afirma.

    Segundo a médica, a telemedicina pode funcionar como uma triagem, caso os pais estejam em dúvida se é o caso de levar o filho ao pronto socorro ou a uma consulta presencial, e pode ser usada especialmente no caso de sintomas e doenças mais comuns entre crianças, como febre, dor de garganta, resfriado e gripe, ou para tirar dúvidas comuns sobre amamentação, desenvolvimento, desfralde, vacinas, alimentação, etc.

    Além disso, no caso de famílias que vivem fora de grandes centros, a consulta online pode ser uma maneira de acesso a especialistas que talvez os pacientes não conseguissem encontrar em suas cidades.

    Veja as dicas de Mônica Rodrigues para melhorar a experiência da telemedicina com crianças.

    1. Criança presente na consulta
    A criança deve estar sempre presenta na consulta online. Segundo Mônica Rodrigues, o médico precisa observar o paciente, avaliar seu comportamento. “Não adianta chegar na teleconsulta e simplesmente falar que o filho está com febre. A presença da criança é fundamental para um diagnóstico mais preciso”, diz. 

    2. Informações em mãos
    Antes da consulta começar, tenha em mãos todos os documentos e informações da criança, como carteira de vacinação, nomes dos medicações em uso e peso atual, para que o médico possa receitar algum medicamento, caso necessário. Tenha também um termômetro à mão, caso seja necessário medir a temperatura.

    3. Exames recentes
    Separe exames recentes da criança, caso queira mostrar os resultados para o pediatra avaliar, ou até para uma segunda opinião do especialista em casos em que estiver com dúvidas. Cheque, antes da consulta, como você pode enviar os exames para o médico, se por meio da plataforma que você vai usar para a consulta ou se de outras formas, como email.

    4. Ambiente tranquilo e iluminado
    É importante, dentro do possível, que os pais e a criança estejam em um local tranquilo da casam sem barulho e bem iluminado, para facilitar a conversa com o médico. “Se a luz estiver boa e os pais aproximarem a câmera da criança, eu vou conseguir ver melhor a garganta dela, ou identificar uma alergia na pele”, diz a médica.

    5. Consultas com elementos lúdicos e brincadeiras
    Um dos desafios da consulta online é manter a atenção da criança por muito tempo diante da tela. Uma dica para os médicos é incluir algum elemento lúdico nas consultas, como um estetoscópio de brinquedo, um livrinho colorido para mostrar durante a sessão ou um jaleco de personagens infantis.

     

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