Sete a cada dez crianças têm o próprio celular antes dos 10 anos
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    celular para crianças



    celular para crianças
    Imagem de Anviere por Pixabay

    Sete em cada dez crianças ganham o primeiro tablet ou smartphone antes de completar dez anos de idade. Este é um dos resultados do estudo Crianças Digitais, realizado pela pela empresa de cibersegurança Kaspersky em parceria com a consultoria de pesquisa CORPA.

    Foram entrevistados pais e mães, das classes A, B e C, com filhos de até 18 anos em seis países da América Latina (Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México e Peru).

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    O Brasil é o país que tem o maior índice de crianças com perfil em redes sociais: 56% delas tem pelo menos uma conta em redes como WhatsApp, Instagram, YouTube e Facebook. Em seguida vêm os chilenos (55%), argentinos (53%), mexicanos (48%), colombianos (45%) e peruanos (44%). Considerando todos os países, 50% dos entrevistados respondeu que os filhos têm perfil em alguma rede social.

    Das 50% das crianças que têm contas em redes sociais, 40% as criaram sem a supervisão de seus pais, e os outros 10% tiveram seus perfis criados e gerenciados pelos pais. Ainda, 25% dos pais na região raramente acompanham as redes sociais de seus filho e 15% deles admitiram ignorar completamente as informações que as crianças compartilham na internet.

    No Brasil, o que as crianças mais compartilham publicamente são: hobbies ou atividades favoritas (67%), dados pessoais de amigos e parentes (10%) e fotos da casa (16%).

    Outro quesito da pesquisa mostrou que quase metade das crianças brasileiras (49%) usam um dispositivo inteligente pela primeira vez antes dos 6 anos.

    Segundo os pais brasileiros entrevistados, as crianças usam os tablets e smartphones para se divertir (69%), para educação (33%) e para se comunicar com outras pessoas (9%).

    A pesquisa mostrou também que 15% das crianças da América Latina passam mais de quatro horas conectadas à internet, sendo os argentinos (24%) lideres neste quesito. Em seguida aparecem  chilenos (21%), brasileiros (18%), colombianos (12%), peruanos (7%) e mexicanos (7%).

    Segundo Carolina Mojica, gerente comercial de varejo da Kaspersky, é importante que os pais supervisionem o que os filhos publicam e que expliquem por que é responsabilidade dos pais fazer isso. As crianças e adolescentes podem não ter total compreensão sobre o impacto a longo prazo de suas postagens. É importante conversar sobre os riscos, para que possam evitá-los.

    Veja mais dicas da Kaspersky:

    – Converse sobre os perigos da internet com os seus filhos;

    – Participe das atividades online de seus filhos. Pergunte sobre suas experiências online e se aconteceu algo que os fizeram se sentir desconfortáveis ou ameaçados, como assédio, sexting ou aliciamento;

    – Defina regras simples e claras sobre o que eles podem fazer na internet e explique o porquê;

    – Configuere as ferramentas de privacidade nas redes sociais de seus filhos para que as mensagens sejam visualizadas apenas por amigos e familiares;

    – Procure por funções de controle parental para os tablets e smartphones, que bloqueiam conteúdos inadequados.

    É importante também lembrar quais são as recomendações da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) para a exposição de crianças a telas:

    Abaixo de dois anos: evitar qualquer exposição às telas, mesmo que passivamente (é liberado apenas para o uso afetivo, ou seja, contato breve com avós e familiares, gerenciado pelos pais);

    Entre dois e cinco anos: limitar o tempo de telas ao máximo de uma hora por dia, sempre com supervisão

    Entre seis e 10 anos: limitar o tempo de telas ao máximo de uma ou duas horas por dia, sempre com supervisão 

    Entre 11 e 18 anos: limitar o tempo de telas e jogos de videogames a no máximo duas ou três horas por dia.

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