Em tempos de coronavírus, saiba como lidar com as viroses infantis
  • Em tempos de coronavírus, saiba como lidar com as viroses infantis



    Imagem de Steve Buissinne por Pixabay

    Não tem muito jeito: se você tem filhos, mais cedo ou mais tarde você vai se deparar com as famigeradas viroses, tão comuns na infância. E, agora, com o coronavírus, as famílias estão ainda mais preocupadas com o tema.

    As viroses assustam e irritam pais e mães, pois parece que todos os sintomas que não tem causa definida são chamados de virose.

    Ouça o Podcast É A Mãe! sobre viroses:

    Mas não é bem assim. A pediatra Rafaella Gato Calmon explica que as viroses são doenças infecciosas, causadas por vírus, que podem atacar em várias frentes do organismo.

    Elas podem ser gastrointestinais, quando o paciente apresenta vômito, diarreia, falta de apetite e pode ou não ter febre. Segundo a médica, uma doença muito comum no Brasil, com essas características, era o rotavírus, que teve sua incidência bastante reduzida no Brasil após a introdução da vacina, em 2006. Mas ainda existem diversos outros vírus que provocam esse tipo de infecção, como os do grupo dos adenovírus.

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    Mas há também as viroses que atingem o trato respiratório, que são muito comuns em crianças e assustam bastante os pais. Elas podem ir desde infecções mais leves, que podem provocar sintomas como coriza, dor de garganta e dor no corpo, até doenças como as gripes, causadas pelo vírus influenza, resfriados causados pelo rinovírus e infecções pelo vírus sincicial respiratório, que é muito comum em crianças pequenas e pode causar bronquiolite.

    A doença coronavírus, embora causada por vírus diferentes do influenza, provoca os mesmos sintomas de uma gripe.

    E como fazer para saber qual vírus está causando os sintomas? Segundo Rafaella, alguns exames de secreções ou de fezes podem apontar o vírus causador da doença, mas eles são desnecessários para quadros mais leves. Esses testes devem ser feitos em quadro mais graves, acompanhados de exames de sangue também, para orientar um melhor tratamento.

    Tratamento
    O tratamento das viroses geralmente envolve repouso, hidratação e alimentação leve. Também pode-se usar medicamentos para controlar sintomas como febre, diarreia, vômitos, congestão nasal e tosse.

    Mas como distinguir entre uma virose leve e tratável em casa e um quadro mais grave, que precisa de atenção médica? Segundo a pediatra Rafaella Calmon, um sinal de alerta é a criança apresentar inapetência e prostração, ou seja, ficar caidinha, sem vontade de brincar, em momentos em que ela não está com febre.

    Se a criança ficar muito tempo sem fazer xixi, ou apresentar febre persistente (mais de três dias), esses também são sinais de que a doença pode ser mais séria. “Em geral, recomendamos aguardar entre dois e três dias do início do quadro para procurar atendimento”, diz Rafaella.

    E, se a criança estiver com diarreia e vômito, além de observar a frequência do xixi, é importante checar se os olhos estão fundos, a boca seca ou se a criança está chorando sem lágrimas, que são sinais diretos de desidratação e requerem um pronto atendimento. Além disso, se o paciente apresentar muitas evacuações ou muitos vômitos em sequência, também é bom procurar atendimento.

    Tempo de recuperação
    Outra dúvida frequente dos pais é saber quanto tempo a criança precisa ficar em casa para se recuperar. Para Rafaella Calmon, de maneira geral, de três a cinco dias é um período razoável para que a fase aguda da doença seja resolvida e ela não seja mais transmitida, mas isso varia conforme o quadro, então é melhor sempre consultar o pediatra.

    No caso das viroses respiratórios, enquanto o paciente estiver com os sintomas como tosse e espirro muito ativos, a probabilidade de transmitir o vírus para outras crianças é alta, então o ideal é manter a criança em casa.

    Nos quadros gastrointestinais, enquanto a criança estiver apresentando vômitos e diarreia ela também não deve continuar frequentando a escola.

    Alguns casos específicos, como catapora, por exemplo, podem precisar de um tempo mais longo de afastamento.

    Prevenção
    A principal prevenção contra as viroses é a higiene, ou seja, lavar bem as mãos ao chegar da rua e antes das refeições e usar álcool gel.

    Outros fatores de proteção são a amamentação, de preferência no mínimo por seis meses e, se possível, até dois anos, alimentação saudável, desde a gestação até principalmente os dois anos, beber bastante água e manter o cartão de vacinação em dia, inclusive para os pais e pessoas que têm contato próximo com as crianças.

     

     

     

     

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