Especialistas contestam estudo que recomenda que grávidas parem de consumir café - Cabeça de Criança
  • Especialistas contestam estudo que recomenda que grávidas parem de consumir café

    Especialistas contestam estudo que recomenda que grávidas parem de consumir café



    Especialistas contestam estudo que recomenda que grávidas parem de consumir café
    Imagem de StockSnap por Pixabay

    Publicado na revista BMJ, o estudo que recomenda que grávidas parem de consumir café gerou controvérsia entre especialistas. Para a comunidade científica ouvida pela CNN, não há necessidade de mudar a orientação atual, que limita o consumo de cafeína a 200 mg por dia.

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    O professor Jack James, da Universidade de Reykjavik, na Islândia, pediu uma “revisão radical” da diretriz atual. A nova pesquisa analisou 37 estudos de observação sobre a conexão entre a cafeína e os desdobramentos na gravidez e descobriu que o consumo da substância pelas gestantes está associado ao risco de aborto espontâneo, natimortos, bebês com baixo peso no nascimento, leucemia aguda infantil e obesidade na infância.

    O médico Christopher Zahn, vice-presidente de atividades práticas do Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas, descartou a possibilidade de aborto ou parto prematuro pelo consumo moderado de cafeína.

    O Royal College of Obstetricians and Gynecologists (RCOG) adotou a mesma linha de argumentação. “O conselho de limitar a ingestão de cafeína a 200 mg por dia – o equivalente a duas xícaras de café instantâneo – continua de pé”, defendeu o obstetra Daghni Rajasingham.

    “Outras pesquisas – e potencialmente mais confiáveis ​​– descobriram que as mulheres grávidas não precisam cortar totalmente a cafeína porque esses riscos são extremamente pequenos, mesmo se os limites recomendados de cafeína forem excedidos”, reforçou.

    O professor de neurologia da Escola de Medicina de Harvard, Alan Leviton, afirma que a publicação se baseia em dados de consumo imprecisos. Para os médicos, o estudo de observação não pode estabelecer relação de causa de efeito entre o café e os riscos para as grávidas.

    Cathy Knight-Agarwal, especialista em nutrição e dietética na Universidade de Canberra, na Austrália, lembra que a cafeína pode ser encontrada em vários alimentos e bebidas além do café, como chás, refrigerantes, bebidas energéticas e chocolate. “Se as mulheres grávidas cortassem os produtos com cafeína de sua dieta, isso comprometeria seu estado nutricional. A resposta é um grande ‘não’”, concluiu.

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