Rede municipal de ensino infantil em São Paulo tem aumento de pedidos de matrícula na pandemia - Cabeça de Criança
  • Rede municipal de ensino infantil em São Paulo tem aumento de pedidos de matrícula na pandemia

    Estudo aponta que crianças pegam covid-19 na creche e transmitem aos familiares



    Rede municipal de ensino infantil em São Paulo tem aumento de pedidos de matrícula na pandemia
    Imagem: Divulgação

    A rede municipal de ensino infantil em São Paulo registrou um aumento de 28% no número de pedidos de matrícula durante a pandemia do novo coronavírus. Segundo o jornal Agora, a Prefeitura recebeu 5.848 solicitações entre maio e julho deste ano, contra 4.561 feitas no mesmo período do ano passado.

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    O coletivo Escolas em Movimento, que reúne cerca de 600 instituições particulares de ensino infantil de São Paulo, prevê o cancelamento de 30% a 40% das matrículas na rede privada e projeta a migração de 57 mil crianças para a rede pública devido à crise econômica decorrente da pandemia.

    O secretário municipal de Educação, Bruno Caetano, admite um crescimento na demanda, mas mostra cautela. “É preciso realizar uma análise profunda dos dados levantados até agora pelo meio digital antes de afirmar que de fato existe um aumento forte no número de alunos da rede particular migrando para a rede pública. Anualmente há um acréscimo no número de pedidos de matrícula nesse período do ano”, disse ao jornal.

    Por conta da quarentena, todos os pedidos de matrícula foram feitos pela internet. Neste ano, a Secretaria Municipal de Educação recebeu 4.472 solicitações para creche e 1.376 para Emei (Escola Municipal de Educação Infantil). Em 2019, foram 3.580 e 981, respectivamente.

    Além dos 5.848 novos pedidos feitos durante a quarentena, São Paulo já tinha 22.732 crianças à espera de uma vaga em creche. Ou seja, a fila em busca de vagas na rede municipal de ensino é de 28.580 alunos atualmente. De acordo com o secretário Bruno Caetano, esse número corresponde à metade da fila registrada no ano passado.

    Segundo Ricardo Florêncio, porta-voz do coletivo Escolas em Movimento, a Prefeitura de São Paulo talvez tenha planos de comprar vagas da rede privada. No entanto, ele vê “há boas chances do fechamento de até 80% dessas escolas”.

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