Crianças e avós na quarentena: como lidar com o distanciamento?
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    Nas primeiras semanas a quarentena por conta da pandemia de coronavírus pode ter parecido um período de férias para as crianças. Agora, cerca de 40 dias após o início do isolamento social no país, pode ser que os pequenos estejam mais saudosos dos amigos da escola e outros familiares – principalmente dos avós. Como lidar com crianças e avós na quarentena?

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    Amor e cuidado

    Para Andrea Valente, psicóloga clínica de crianças e adolescentes com mestrado em educação e integrante do setor de inclusão de estudantes da PUC de Londrina (PR), é importante conversar com os filhos e contar que o coronavírus pode ser mais perigoso para o idoso e pessoas com outros problemas de saúde. “Explique que o isolamento é para o bem de todos”, diz. Mostre que uma forma de demonstrar amor é cuidar da saúde dos avós.

    Segundo a psicopedagoga Michelli Freitas, também é importante manter o contato com as pessoas mais velhas da família, com ligações mais frequentes. “Passe tranquilidade e fale de outros assuntos”, diz.

    Reforce a higiene

    Para aquelas famílias que vivem juntas, é fundamental orientar crianças e avós na quarentena para as medidas mais básicas de higiene para , como não dividir pratos, copos e talheres, não abraçar ou beijar os avós e lavar as mãos com mais frequência.

    Para Michelli, também é importante tomar cuidado com a saúde emocional dos mais velhos. “Mesmo as pessoas que não têm depressão ou ansiedade podem desenvolver algum quadro depressivo no isolamento”, diz.

    Por isso é importante manter o contato e, dependendo do caso, é possível até organizar um atendimento psicológico profissional a distância para quem está se sentindo mal com o isolamento.

    Tecnologia a favor

    Por isso, use a tecnologia a seu favor, com chamadas por vídeo para os avós verem a carinha dos netos. As crianças podem preparar pequenas apresentações de música, dança ou teatro para os avós. Os mais velhos, por sua vez, podem ler ou contar histórias por vídeo para os pequenos.

    Outra dica de Michelli é pensar em como os mais jovens podem ajudar os mais velhos, por exemplo procurando e sugerindo entretenimento, como séries e filmes interessantes em serviços de streaming, livros e/ou jogos.

    Assim, a distância física pode ser um pouco menos dolorosa neste período.

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