9 dicas para tratar a febre da criança em casa - Cabeça de Criança

9 dicas para tratar a febre da criança em casa

febre na criança



febre na criança
Imagem de Gaby Stein por Pixabay

Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, a febre é uma das queixas mais comuns entre os pais de bebês e representa de 20% a 30% das idas de crianças aos consultórios médicos. Nos serviços de emergência, esse motivo representa 65% das visitas, e nos atendimento telefônico ou por aplicativos das operadoras chega a 75%.

LEIA TAMBÉM:
Como manter a família protegida se alguém da casa está com covid-19?
Em tempos de coronavírus, saiba como lidar com as viroses infantis
Diarreia em gatos: aprenda a diagnosticar e saiba como agir 

A maioria dos médicos define a febre como uma temperatura de 37,8 ºC ou mais. Lembrando que o termômetro axilar é mais confiável do os de testa, que servem para uma triagem da temperatura mais rápida. Por exemplo, durante a madrugada.

De acordo com a pediatra Loretta Campos, consultora Internacional em aleitamento materno (IBCLC), consultora do sono, educadora parental pela Discipline Positive Association e membro das Sociedades Goiana e Brasileira de Pediatria, a febre pode ser um indício de que há algo errado no organismo, como uma infecção causada por vírus ou bactéria, por exemplo. Por isso, é muito importante ter um termômetro em casa, para poder informar ao médico a temperatura exata.

Se a temperatura estiver acima de 37,8ºC  e a criança estiver prostrada, com a respiração acelerada, é importante baixar a febre para observar se o estado geral da criança melhora. Se a febre baixar e a criança ficar mais ativa, brincando, os pais podem ficar mais tranquilos.

É importante também que os pais observem se há outros sintomas que justifiquem aquela febre. E, se a febre persistir por mais de 72 horas, é importante que um pediatra examine a criança. Porém, se a criança continuar prostrada mesmo depois de baixar a febre, aí é necessário que um médico a avalie antes dessas 72 horas.

Na consulta, o pediatra vai avaliar a necessidade de exames como cultura de urina, hemograma ou raio-x de tórax, para pesquisar origem da infecção.

Outro sinal preocupante é o surgimento de “petéquias”, que são pequenas lesões vermelhas ou roxas no corpo, que podem sugerir baixa de plaquetas e a presença da bactéria meningocócica. Nesse caso, é importante levar a criança ao médico para avaliar uma possível rigidez de nuca, um dos sintomas da meningite.

Uma febre acompanhada de vômitos ou de dor forte na barriga, que não passam com medicamentos, também exige uma atenção maior.

É bom reforçar que, nos recém nascidos, especialmente até 30 dias de vida, qualquer febre deve ser encarada como emergência. E atenção: é comum que o bebê tenha a temperatura aumentada por hiperagasalhamento. Portanto, se o bebê estiver com uma temperatura acima de 38ºC, é recomendado tirar alguma peça de roupa e esperar de 5 a 10 minutos para avaliar temperatura novamente. Se temperatura voltar ao normal, provavelmente o bebê apenas estava agasalhado demais. Se não a temperatura não diminuir, aí pode ser febre mesmo, o que exige atenção imediata de um médico.

Outra causa da febre em bebês pequenos pode ser a desidratação, nos bebês que estão fazendo uma sucção incorreta durante a amamentação. Nesse caso também é recomendado procurar o pediatra.

Saiba como baixar a febre do bebe em casa:

1 – Mantenha a criança em quarto ventilado e em repouso relativo;

2 – Ofereça líquidos (água, chá) generosamente, mas sem forçar;

3 – Alimente a criança de acordo com o apetite, sem insistir;

4 – Dê banhos de imersão, com água morna (temperatura um pouco inferior à do paciente);

5 – Prolongue o banho por dez minutos ou mais, deixando a água esfriar lentamente. Ao mesmo tempo, ponha compressas (panos) frias na testa da criança;

6 – Nunca coloque álcool no corpo da criança nem na água do banho, pois há perigo de intoxicação;

7 – Nunca ponha a criança com febre em água gelada ou fria, pois pode ser perigoso (choque térmico levando à diminuição rápida da temperatura com risco de crise convulsiva);

8 – Sempre que surgirem tremores, suspenda o banho e agasalhe moderadamente a criança;

9 – Não coloque uma criança que está tendo convulsão em banho de imersão.

 

  • Back to top